Max Verstappen dominou o fim de semana em Marina Bay. Neste domingo, o holandês venceu o GP de Singapura depois de já ter levado a sprint no sábado, somando 33 pontos nas duas provas. Mas o resultado que mais importa para o campeonato veio atrás dele: o terceiro lugar de Kimi Antonelli, que abriu uma vantagem de 102 pontos na liderança e pode ser campeão mundial já na próxima etapa, no México.
Verstappen brilha, mas o pódio é sobre Antonelli
A corrida, disputada ao longo de 62 voltas no circuito de rua de Marina Bay, confirmou a superioridade de Verstappen no fim de semana: pole position indiferente à sprint, vitória tranquila e mais uma demonstração de que, em pista seca e sob luzes artificiais, o tetracampeão segue entre os mais rápidos do grid. Charles Leclerc fez bonito ao terminar em segundo pela Ferrari, repetindo a boa fase da equipe italiana em pistas urbanas. Mas foi o terceiro lugar de Antonelli que mudou a conversa sobre o título. Lando Norris e Oscar Piastri completaram o top 5 pela McLaren, enquanto Lewis Hamilton, que largara em terceiro com direito a aparição de Kim Kardashian no box da Ferrari, perdeu posições na pista e fechou em sexto.
Os 10 primeiros em Marina Bay
- 1º Max Verstappen (Red Bull) - 25 pontos
- 2º Charles Leclerc (Ferrari) - 18 pontos
- 3º Kimi Antonelli (Mercedes) - 15 pontos
- 4º Lando Norris (McLaren) - 12 pontos
- 5º Oscar Piastri (McLaren) - 10 pontos
- 6º Lewis Hamilton (Ferrari) - 8 pontos
- 7º Liam Lawson (Racing Bulls) - 6 pontos
- 8º Nico Hülkenberg (Audi) - 4 pontos
- 9º George Russell (Mercedes) - 2 pontos
- 10º Isack Hadjar (Red Bull) - 1 ponto
Um jovem de 20 anos a um passo da história
Antonelli chega a 340 pontos no campeonato, contra 238 de George Russell, que largou em último por punição de motor e cruzou a linha em nono. A diferença de 102 pontos ganha peso extra porque, a partir de agora, não há mais corridas sprint no calendário: restam seis etapas, cada uma valendo no máximo 25 pontos, o que limita o teto de recuperação de qualquer rival a 150 pontos até Abu Dhabi.
A matemática do título é simples de explicar, difícil de contestar. Em Austin, no GP dos Estados Unidos, já existe uma chance matemática remota de coroação, mas dependeria de um cenário muito específico: vitória de Antonelli combinada com Russell fora do top 10 e Hamilton fora dos cinco primeiros. O cenário mais realista é o México: se Antonelli sair da Cidade do México com mais de 100 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, ninguém mais o alcança nas quatro corridas restantes, e o título fica decidido ali mesmo. Caso isso não aconteça, a conta reabre em Interlagos, no GP de São Paulo, onde uma margem acima de 75 pontos seria suficiente para fechar a taça em solo brasileiro.
Se confirmado o título em qualquer uma dessas etapas, Antonelli, aos 20 anos, superaria Sebastian Vettel, campeão aos 23 em 2010, como o piloto mais jovem a conquistar um Mundial de Fórmula 1 na história da categoria.
Liderança do campeonato de pilotos
- 1º Kimi Antonelli (Mercedes) - 340 pontos
- 2º George Russell (Mercedes) - 238 pontos
- 3º Lewis Hamilton (Ferrari) - 229 pontos
- 4º Max Verstappen (Red Bull) - 221 pontos
- 5º Charles Leclerc (Ferrari) - 215 pontos
Fim de semana curto para Bortoleto
Enquanto a briga pelo título ganhava contornos mais claros, o brasileiro Gabriel Bortoleto teve uma corrida de apenas oito voltas. Um problema no câmbio da Audi o deixou parado logo na saída dos boxes, encerrando precocemente sua participação em Marina Bay. Já o companheiro de equipe, Nico Hülkenberg, que largara em décimo, conseguiu evoluir até o oitavo lugar e somar 4 pontos para a Audi, um resultado que ajuda a equipe alemã na briga do campeonato de construtores.